terça-feira, 2 de agosto de 2011

Justiça liberta ex-advogado acusado de extorsão,Que já está passeando por são josé.

 Vanessa Lima
A desembargadora do Tribunal de Justiça, Tânia Vasconcelos, concedeu liminar no pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-advogado Lauro Ribeiro Pinto de Sá Barretto, e ele foi solto anteontem da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo. O homem é acusado de extorsão e foi preso no último dia 22, em flagrante, após ter recebido R$ 20 mil do empresário Marcílio Arruda da Silva, representante no Estado da Aplub Capitalização. A empresa é responsável pelo título de capitalização Roraima da Sorte.

Conforme o advogado de Barretto, Alex Ladislau, a Justiça já havia negado o pedido de liberdade provisória, então foi solicitado o habeas corpus. A defesa alegou que “não existem motivos para que o ex-advogado responda a acusação preso e que ele preenche todos os requisitos para responder em liberdade”.

A delegada Francilene Souza, que presidiu a investigação com apoio da Divisão de Inteligência Policial da Civil, informou que o inquérito está sendo concluído e será encaminhado à Justiça amanhã, 1. Mais informações só serão repassadas à imprensa na mesma data.

O inquérito será remetido para análise do Ministério Público de Roraima que apontará se existem elementos para ser configurado o crime e oferecida ou não denúncia contra o ex-advogado.

REPERCUSSÃO 
A prisão de Lauro Barretto ganhou repercussão em jornais do país. De acordo com o Portal Holanda, de Mato Grosso, o ex-advogado ficou conhecido nacionalmente por ter atacado o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e seu irmão, o ex-prefeito de Diamantino (MT), Chico Mendes. Uma ação contra o político tramitou por oito anos. Em nota, Barretto disse que a demora teria uma "explicação lógica": o parentesco entre os dois.

O CASO 
Barretto vinha sendo investigado pela polícia desde o mês de março. Segundo a polícia, o ex-advogado estava ameaçando o empresário por meio de ligações e bilhetes pedindo R$ 200 mil em troca de “não dificultar” a permanência do negócio no Estado com o ingresso de ações judiciais.

O empresário procurou a polícia e informou o ocorrido. As conversas com o ex-advogado passaram a ser gravadas. Um encontro foi marcado para o pagamento do que seria a primeira parcela dos R$ 200 mil que Barretto teria exigido ao empresário.

Do lado de fora a polícia acompanhou a ação. Tudo foi gravado. Ao sair da empresa, a equipe da Polícia Civil abordou o ex-advogado e encontrou o montante dentro de uma bolsa que estava sob sua posse.

A defesa de Lauro Barretto nega a acusação. Conforme Alex Ladislau, seu cliente foi contratado pelo empresário Marcílio Arruda para fazer o estudo e a defesa de uma ação civil pública que a empresa teria no Amapá. O valor recebido seria o pagamento dos honorários advocatícios. 

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